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29 de jun de 2010

anônimos

O dicionário Houaiss traz as seguintes acepções para a palavra “anônimo”:

- adjetivo:
1- que não tem o nome ou a assinatura do criador; sem autoria
Exs.: pintura a.
missiva a.

- adjetivo e substantivo masculino:
2- que ou aquele que não revela o seu nome
Exs.: admirador a.
recebeu flores de um a.

2.1- Rubrica: bibliologia.
diz-se de ou autor que não assina sua obra com seu nome nem com outro substituinte
Obs.: cf. criptônimo
3- que ou o que é obscuro, desconhecido; que ou o que não tem nome ou renome
Exs.: compositor a.
é um a. qualquer


Já a acepção da blogosfera seria de que anônimo é aquela pessoa com a vidinha um tanto entediante, cuja maior emoção é gastar seu tempo deixando comentários em blogs por aí. São seres humanos com a auto-estima baixa, carentes, que precisam chamar a atenção de qualquer forma para sentirem-se melhores com suas vidinhas medíocres. Para completar, lhes falta coragem, pois apenas por meio do anonimato conseguem emitir suas opiniões. Devem também ser vítimas de impotência, mal que assola as pessoas que têm necessidade de demonstrar sua masculinidade expressando-a por meio de ofensas.

Agradeço aos anônimos que me lêem e deixam seus comentários calorosos e aconchegantes. Obrigada, vocês fazem meu dia sempre mais feliz ao me mostrarem que a minha vida e as minhas opiniões são mais importantes e incomodam mais do que os acontecimentos de suas próprias vidas (ou a falta deles né). Sugestões: comprem Viagra e leiam isso AQUI.

26 de jun de 2010

fragmentos rodrigueanos

"D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria."


"Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: — "Não tenho trocado!". E passa adiante."


"Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer."


"[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas."


"Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais."


"Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade."


"Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura."


"Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — "Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata"."


"As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e "sem história", os quais chama de "piolhentos", de "anões", de "suínos" e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico."


"A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento."


"Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin."


"Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentrop assinando o pacto nazi-comunista? Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin."


"O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente."


Nelson Rodrigues

23 de jun de 2010

fragmentos freudianos

"Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados, e é lícito até perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica."


“... [a religião é] um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer frustrações que tenha experimentado aqui. O homem comum só pode imaginar essa Providência sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido. Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil, tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida. Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados.”

Sigmund Freud

22 de jun de 2010

anatomia



imagem bonitinha que achei no google... se alguém souber quem é o autor da mesma, me avise.

14 de jun de 2010

sem ponto final

Um dia sem querer, acidentalmente, alguém cruza seu caminho. Um tempo depois, essa pessoa vai embora. Entre os dois acontecimentos, sua vida muda bastante, você muda bastante.

Da mesma forma que algumas pessoas têm a capacidade de fazer aflorar o que temos de pior, outras despertam o que temos de melhor. O que a gente faz quando encontra uma destas pessoas? Não sei o resto do mundo... eu me joguei. Sem medo algum. Sem arrependimentos. Sem máscaras.

Certo dia minha boca pronunciou estas palavras: “não importa de que forma, eu só quero que você continue fazendo parte da minha vida.” Não falei isso apenas por falar. É verdade. Saí despretensiosamente com um cara gatinho de olhos verdes sarado gostoso pensando apenas em uma diversão adulta (que por sinal, nem aconteceu naquele dia...). Não foi por ele que me apaixonei.

Ele não sabe disso, também não me importo que leia e fique sabendo... Me apaixonei no 1º dia. Pela pessoa que me faz rir, pela voz, pelo sorriso, pelo cheiro, pelo papo, pelo jeitinho, pela inteligência... pelo conjunto da obra. E com o tempo... pela pessoa que me transmite uma paz enorme quando está perto, que me inspirou a continuar na academia, que sempre foi sincero mesmo que a sinceridade me doesse, com quem eu posso simplesmente ser eu mesma, com quem eu adoro conversar e falar besteira...


Não me importa, nem nunca importou, que o sentimento fosse correspondido. Não me importa se no futuro terei mais tempo com ele. Não faço a menor ideia se o verei novamente. Nem mesmo sei se algo além de amizade acontecerá de novo algum dia. E nada disso consegue influenciar o que eu sinto.

Tenho motivos para estar triste? Prefiro pensar nos motivos para ficar feliz. Conheci alguém muito legal, tive momentos muito legais com esse alguém e senti algo que várias pessoas passam a vida inteira sem sentir. Ficam boas lembranças... e muita saudade.

5 de jun de 2010

dia mundial do meio ambiente

Para os desavisados, hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Tendo em vista o que tem sido feito mundo afora, creio que não temos muitos motivos pra celebrar este dia.

Dito isso, abaixo transcrevo um pedacinho mínimo de um dos capítulos da minha dissertação... se uma única pessoa refletir sobre o assunto, já fico feliz. Retirei citações, nomes de autores e teorias, tentei sumir com linguagem acadêmica e talz... quem tiver paciência, leia:






Ao lado dos poucos avanços nos anos que separam a entrada em vigor de Quioto e a COP 15, houve o aprofundamento da crise financeira americana a partir do colapso do Banco Lehman Brothers em setembro de 2008 e sua rápida transformação na mais profunda crise financeira global da história terá provavelmente forte impacto sobre as perspectivas de mitigação da mudança climática no curto e médio prazos. Os impactos serão múltiplos, sendo difícil prever a resultante final. A publicação do relatório Stern em 2006, antes, portanto, da difusão global da crise financeira, ressaltou os potenciais reflexos negativos do aquecimento global para a economia mundial. O custo final de um descontrole climático pode ficar entre 5% e 20% do PIB mundial anual. As duas crises paralelas – econômica e climática – devem, portanto, ser enfrentadas em conjunto.

De acordo com o relatório Towards a Global Green Recovery, a promoção de estímulos à economia e a atuação na crise climática não representam ações contrárias, ao contrário, políticas relativas às mudanças climáticas podem criar oportunidades econômicas. Resolver a crise econômica com investimentos na crise climática custa menos e é mais racional. Deve-se enfrentar a crise econômica e reorientar o desenvolvimento para o crescimento sustentável e de baixo carbono. Garantir que os programas de recuperação sejam “verdes” faz sentido não apenas porque a mudança climática é uma ameaça mais séria para a economia global no longo prazo, mas porque, de outra forma, uma vez que a economia mundial se recupere, preços crescentes de energia provavelmente, em certo estágio, causarão diminuições da velocidade de crescimento subseqüentes. Sem a transição para um sistema energético global de baixo carbono, a próxima crise econômica está pré-programada. Programas “verdes” de recuperação não são apenas uma opção para o alívio da crise, eles são uma pré-condição. Trata-se de uma crise global gêmea: econômica e climática.

O mesmo relatório sugere algumas medidas para o curto prazo: aumentar a eficiência energética, aumentar a estrutura física da economia e torná-la baixo carbono, apoiar mercados de tecnologias limpas. No médio prazo: iniciar projetos que aumentem a pesquisa e o desenvolvimento internacionais, incentivar investimentos para o crescimento baixo carbono. As medidas de médio prazo devem prover ao setor privado incentivos para investir mais recursos no desenvolvimento de mercados que construam uma base para a produtividade sustentável no futuro. Medidas fiscais também são necessárias para uma recuperação econômica e a criação de empregos pode, e deve, ser feita compatível com o desenvolvimento de uma economia baixo carbono. Ao lado destas medidas, identifica-se também o estabelecimento de um mercado global de carbono, cooperação e transferência tecnológicas, redução do desmatamento e fundos para ajudar na adaptação à mudança climática nos países em desenvolvimento como elementos-chave necessários em um acordo global de mudanças climáticas. Fica claro, deste modo, que para a transição rumo a uma economia de baixo carbono seria necessário um grande acordo internacional apoiado por mudanças comportamentais e por desenvolvimentos tecnológicos e econômicos simultâneos e complementares.

3 de jun de 2010

me irrita

Coisinhas irritantes da série “gostamos de atrapalhar a vida alheia”:

Por que as pessoas que vão utilizar caixa eletrônico pra fazer pagamentos e transferências adoram usar os reservados para saques pra fazer isso? Não bastasse não fazerem o mais fácil – internet taí pra isso – ainda me fazem ficar mais tempo do que o necessário no banco... e eu querendo só tirar dinheiro... Ainda bem que sou civilizada, porque minha vontade é xingar e perguntar porque esses indivíduos não usam os caixas eletrônicos que não fazem saque.

Elevador é uma coisa fantástica. A falta de educação das pessoas idem. Chega o andar onde você tem que descer e algum indivíduo bem legal fica parado exatamente na frente da porta. Detalhe: o elevador não está cheio. Toda vez que acontece isso ouço uma voz me pedindo pra perguntar qual o problema de convivência em sociedade que a pessoa tem.

E escadas rolantes? Existem pra facilitar nossa vida e tornar o mundo um pouco mais sedentário. Só que algumas pessoas usam estas escadinhas pra perturbar a vida alheia (intuito de causar acidentes talvez?). Sabe aquelas pessoas que pegam a escada rolante, descem e ficam paradas na frente da escada decidindo pra que lado vão? Tenho vontade de bater nestas pessoas. É muito difícil sair da escada rolante, andar 1 metro e só então parar pra pensar que direção tomar?

Post desabafo de quem se irrita com estas coisas e passou por todas elas no mesmo dia.